Fragmentos da Mente


06/05/2006


O verdadeiro amor...


Numa aldeia vietinamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários, foi atingido por um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas.

Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por um rádio e afim de que algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegassem ao local. Teriam que agir rápidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue.

Era urgente fazer uma transfusão, mas como? Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali possuía o sangue preciso. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisavam de um voluntário para doar o sangue.

Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Heng. Ele foi preparado as pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia.

Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, Ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico lhe perguntou se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo às lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou.

Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira vietinamita vinda de outra aldeia. O médico pediu para que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng.

Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando... Minutos depois ele estava novamente tranqüilo. A enfermeira então explicou aos americanos: "Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer".

O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou: "Mas se era assim, porque então você se ofereceu a doar seu sangue?" E o menino respondeu simplesmente: "Ela é minha amiga."

Obrigado á Mariana Silva que foi quem mandou-me este texto lindo

Escrito por Armando às 23:12:56
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30/04/2006


Sabiam que existem lugares onde tudo pode acontecer? Sim, neles posso reviver os melhores momentos da minha vida, os mais emocionantes ou talvez recriar uma ou outra história de amor, dessas divertidas, perigosas...
Voltando à memória minhas melodias favoritas que se deixam escutar por alguns segundos e logo se vão para não voltar. Então, brinco de imaginar que sou outra pessoa, ou que visito diferentes mundos nunca antes explorados pelo simples prazer de descobrir seus segredos e fazer os meus.
Hoje, vou me deixar surpreender por todas essas fantasias, que se encontram livres no ar esperando o instante em que alguém se atreva a pegá-las para viver mesmo que seja por uns momentos.
Desde aqui, vou contar histórias para vocês, vou trazer recordações, canções. Vou deixar que me encontrem...

Escrito por Armando às 22:20:12
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Não Fica Nada?!



Um noviço estava na cozinha lavando as folhas de alface para o almoço quando um velho monge – conhecido por sua rigidez excessiva, que obedecia mais ao desejo de autoridade que à verdadeira busca espiritual- aproximou-se.
- Você pode me dizer o que o superior do convento disse hoje no sermão
- Não consigo me lembrar. Sei apenas que gostei muito.
O monge ficou estupefato.
- Justamente você, que tanto deseja servir a Deus, é incapaz de prestar atenção nas palavras e conselhos daqueles que conhecem melhor o caminho? Por isso que as gerações estão cada vez mais corrompidas, já não respeitam o que os mais velhos tem para ensinar.
- Olha bem o que estou fazendo – respondeu o noviço- Estou lavando as folhas de alface, mas a água que as deixa limpas não ficam presa nelas; termina sendo eliminada pelo cano da pia. Da mesma maneira, as palavras que purificam são capazes de lavar a minha alma, mas nem sempre permanecem na memória.
“ Não vou ficar lembrando de tudo que me dizem, só para provar que sou culto e superior aos demais.Tudo aquilo que me deixa mais leve, como a música e as palavras de Deus, termina sendo guardado em um recanto secreto do meu coração. E ali permanecem para sempre, vindo à superfície somente quando eu preciso de ajuda, de alegria, ou consolo.”
Paulo Coelho

Escrito por Armando às 22:03:31
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